Como LEGO pode explicar esquemas em projetos de urbanismo
Como LEGO pode explicar esquemas em projetos de urbanismo
“Agora só falta colocar as ruas, as pessoas, as instalações urbanas, o mobiliário… E não posso me esquecer do Homem Aranha…”
Bom,
sabemos que projetar casas para que sejam funcionais, belas e baratas é
uma tarefa cansativa e muitas vezes penosa. Não apenas prazos corridos
de entrega ou clientes antipáticos tornam o projeto trabalhoso, o
próprio processo de planejamento, se não gerenciado de forma habilidosa
pode se tornar o carrasco de todo procedimento.
Mas
quando estamos lidando com um projeto urbano? A missão não é muito
diferente nesse caso, podemos pensar como uma casa, em escala bem maior.
Os problemas estão presentes na mesma proporção e soluções devidamente
pensadas fazem toda diferença para que a região.
“Esse bloco está obviamente numa posição errada na minha doce e bela cidade perfeita e brilhante”
Assim
como no projeto de casas ou de interiores, o planejamento urbano
observa com cuidado o que deve ser feito para que o local se torne útil e
agradável, sendo assim seu objetivo é a vida e felicidade das pessoas.
Dentro desse conceito surgem uma série de métodos que auxiliam a traçar
um esquema para esses desenhos urbanos.
Esses
esquemas fornecem diversas informações em poucos elementos e ajudam o
arquiteto a organizar os conceitos. Dados dispostos diretamente sobre o
desenho evitam a procura do leitor por legendas e tornam mais fácil a
compreensão dos elementos. O esquema seleciona o que é relevante e
ignora o que não é essencial.
“Distintas linhas, múltiplas possibilidades”
Mesmo
antes de ter alguma proposta concreta, os esquemas contribuem para o
entendimento das ideias tanto para arquitetos quanto para clientes. Se
as ideias fundamentais estiverem contidas no esquema inicial, será menos
complicado entender a lógica geral, podendo fazer modificações ou
testes o quanto antes possível.
Devemos
destacar, entretanto, que o uso desses esquemas não se resume apenas na
comunicação da proposta com os outros, mas como avaliação crítica do
arquiteto com o planejamento. Funciona também como ferramenta,
colaborando para criar proposições diferentes que ampliam a dimensão de
possibilidades, com isso fugindo de soluções pré-definidas que, de vez
em quando, prejudicam a criatividade.
“Mas... me disseram que todos os caminhos me levariam a Roma…”
O que é interessante mostrar em um esquema conceitual:
Obviamente
difere de projeto para projeto e está de acordo com as necessidades a
serem empregadas em cada caso ou situação. De certa forma isso nos
obriga a fazer abstrações, o que não deixa o método de lado, podendo ser
utilizado como esqueleto do processo.
- Espaços destinados a funções: Uma praça, habitações, escolas, hospitais… São espaços específicos destinados a alguma atividade.
- Relações entre espaços e funções: Esses espaços devem estar conectados diretamente, separados por uma pequena fronteira ou realmente bem distantes um do outro?
- Fluxos: Veículos, pedestres.
- Direções: Visuais, do vento, do sol, das águas.
- Limites e Barreiras: Visuais, vegetais, rios, muros, grandes avenidas, construções.
- Pontos Focais: Regiões de interesse especial por sua simbologia, importância ou imponência. Muitas vezes ocupando áreas centrais como, igrejas, monumentos, grandes construções.
“Onde está o baú do tesouro, yahrr!”
Não
conseguiu produzir seu esquema? Na maioria das vezes a falta de
produção do objeto não significa esgotamento da criatividade ou falta de
vontade, nem mesmo por não saber desenhar, a incompreensão está no
esclarecimento da proposta. Identificar o problema é a palavra chave
nesse caso. Podemos fazer diagramas, listar os objetivos base ou
observar mapas síntese para nos esclarecer melhor. É uma boa hora de
voltar à análise e buscar argumentos.
Exercitar
através da experimentação e do traçado também gera conhecimento, afinal
é pelo desenho que o projetista consegue conversar com ele mesmo.
Espero ter contribuído para seu projeto :) até a próxima,
Francisco Fon
Outras pesquisas:
REID, Grant W. Landscape Graphics. New York: Whitney Library of Design, 1986.
Referência do texto e imagens:
SABOYA, Renato. Esquemas Conceituais em Projetos de Urbanismo.
12 de Dezembro de 2008. Disponível em:
http://urbanidades.arq.br/2008/12/esquemas-conceituais-em-projetos-de-urbanismo/.
Acesso em: 24/04/2016
Postagem original: https://perideias.blogspot.com/2016/04/esquemas-em-projetos-de-urbanismo.html Escrito por mim em: domingo, 24 de abril de 2016
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